terça-feira, 9 de agosto de 2011

Credibilidade, cara de pau e dívida

Para compreender todo o furor envolvendo a decisão da Standard & Poor’s, a agência de classificação de crédito, de rebaixar a nota dos títulos da dívida americana, é preciso ter em mente duas ideias aparentemente (mas não de fato) contraditórias. A primeira é que os Estados Unidos não são mais o país estável e confiável de antes. A segunda é que a própria S&P goza de credibilidade ainda menor; é o último lugar de onde alguém deveria esperar avaliações sobre as perspectivas do país.


http://blogs.estadao.com.br/paul-krugman/2011/08/09/credibilidade-cara-de-pau-e-divida/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


O catalisador desta fusão explosiva será certamente o sistema monetário internacional, ou antes, o caos monetário internacional que se agravou ainda mais desde a catástrofe que atingiu o Japão em Março último e diante da incapacidade dos Estados Unidos para enfrentar a exigência da redução imediata e significativa dos seus défices imensos.
O fim da Quantitative Easing 2, símbolo e factor da fusão explosiva em preparação, representa o fim de uma época, aquele em que o "US dólar era a divisa dos Estados Unidos e o problema do resto do mundo": a partir de Julho de 2011, o US dólar torna-se abertamente a principal ameaça que pesa sobre o resto do mundo e o problema crucial dos Estados Unidos.

O Verão de 2011 vai confirmar que a Reserva Federal dos EUA perdeu a sua aposta:   a economia estado-unidense de facto jamais saiu da "Muito Grande Depressão" em que havia entrado em 2008 apesar dos milhões de milhões de dólares injectados, como sabe igualmente a imensa maioria dos americanos. Sem poder lançar (mesmo oficiosamente, através dos seus Primary Dealers, como fazia de facto enquanto o mundo não acompanhava muito atentamente o mercado do Títulos do Tesouro dos EUA), o Fed vai portanto contemplar impotente a subida das taxas de juros, a explosão do custo dos défices públicos estado-unidenses, o mergulho numa recessão económica agravada, o afundamento da cotação das bolsas um comportamento errático do US dólar, evoluindo a curto prazo como dentes de serra, ao sabor das influências destes diferentes fenómenos, antes de cair brutalmente em 30% do seu valor como antecipámos no GEAB nº 54 .
 O fim da QE2 significa que o mercado dos Títulos do Tesouro dos EUA de facto já não tem mais compradores (uma vez que o Fed compra o essencial dos Títulos do Tesouro emitidos desde o fim de 2010 (pelo menos); o que, a propósito, torna completamente surrealistas os artigos e análises actuais sobre a colocação das emissões de Títulos do Tesouro dos EUA. É a evidência da "iliquidez" efectiva do mercado dos Títulos do Tesouro, quando a sua própria importância está condicionada ao seu estatuto de mercado mais líquido do mundo, que desempenhará o papel de transmissão entre o QE2 e a queda do dólar, pois esta situação implicará uma aceleração brutal da saída dos operadores para foram do mercado dos T-Bonds, principal activo denominado em dólares. O fenómeno provocará num primeiro momento uma necessidade agravada de dólares US, depois muito rapidamente uma oferta excessiva de dólares à venda. É o timing destes dois fenómenos que vai condicionar a evolução da divisa estado-unidense em relação às outras grandes divisas e ao ouro no decorrer do segundo semestre de 2011.

O Negócio Ideal - Warren Buffetgerar PDFversão para impressãoenviar por e-mail
O negócio ideal é aquele que gera grandes retornos sobre o capital investido e que podem ser reinvestido novamente no negócio a taxas igualmente altas. Imagine um negócio de $100 milhões que ganha 20% em um ano. Se reinvestirmos este lucro de $20 milhões, no próximo ano ganharemos novamente mais 20% em cima destes 120 milhões e assim por diante. Existem muito poucos negócios como este. A Coca tem altos retornos sobre o Capital, mas o capital incremental não consegue ser reinvestido às mesmas taxas. Nós adoramos negócios que conseguem altas taxas de retorno no capital adicional que conseguem lucrar.
A maioria dos nossos negócios gera muito dinheiro, mas não conseguem produzir no capital extra a mesma taxa - Por exemplo, a See's e Buffalo News.
Nós procuramos nelas [áreas aonde possamos investir o capital inteligentemente], mas não encontramos. Então, o que nós fazemos é tirar o capital deste negócio para colocar em outro. O negócio de jornais ganha altos retornos, mas não em capital adicional. Só que as pessoas na Indústria só sabem reinvesti-lo [então eles desperdiçam uma enorme quantidade de capital). Só que a nossa estrutura permite que tiremos o excesso de capital invistamos em outro lugar que faça maior sentido. É uma enorme vantagem .
A See's produziu para nós até hoje, $1 bilhão antes dos impostos. Se nós tivéssemos colocado a mesma quantia no negócio de doces, os retornos teriam sido péssimos, mas, ao invés disso, nós pegamos este dinheiro daquele negócio e investimos em outro lugar. Veja só que resultados tivemos!

Munger: Existem dois tipos de negócios: O primeiro rende 12%, que você pode retirar no final do ano. O segundo rende 12%, mas todo o excesso de capital deve ser reinvestido no negócio – nunca haverá dinheiro na sua mão. Isto me lembra o cara que olha para todos os seus bens e diz, "aqui está todo o meu lucro”. Nós detestamos este tipo de negócio.

Buffett: Nos gostamos de ter a liberdade de movimentar nosso dinheiro para procurarmos melhor uso para ele. Nós adoraríamos que as nossas companhias tivessem a capacidade de absorver todo o excesso de capital, mas elas não conseguem. A Gillete tem um excelente negócio, mas não pode reinvestir todo o seu lucro de maneira eficaz.

Buffet: “Nós acreditamos que bater a média Industrial americana não seja muito normal. Nós derrubamos as outras pessoas fazendo justamente isto, foi o que nos tornou vencedores”.

Munger: Eu me sinto bem com isto, por isto costumamos falar coisas negativas (para desencorajar outras pessoas a fazer o que nós fazemos).

Os Tipos de negócios que Devemos Procurar

Nós queremos aquele tipo de negócio, que se bem conduzidos, possuirão uma grande vantagem competitiva. Nós não compramos companhias no “hula hula” ou companhias da moda, ou companhias com explosão de demanda pois não sabemos ainda quem sairá vencedor nesta história.

Taxas de Retorno

10% é o valor que procuramos – Nós não queremos comprar um patrimônio cuja taxa de retorno seja inferior a 10%, em termos reais, não importa se a taxa de juros esteja em 6% ou 1%. É arbitrário: 10% não é tanto assim depois das taxas.

Munger: Nós estamos tentando prever qual será nosso custo de oportunidade futuro. Warren está esperando conseguir investir nosso capital a taxas de retornos ainda maiores. Desta forma, não acredito que ele esteja tentando investir a uma taxa inferior a 10% agora. Mas se nós soubéssemos que a taxa de juros ia estar a 1% nós teríamos mudado. Nossas taxas de retorno refletem a nossa estima do custo de oportunidade futuro.

Buffett: Nós poderíamos pegar estes 16 Bilhões em dinheiro que temos investido a 1,5% e reinvesti-los por 5% em títulos de 20 anos, aumentando muito assim o nosso lucro, mas nós estamos apostando que vamos arranjar um lugar melhor para investir este dinheiro e não queremos sofrer o risco de principal em títulos de longo prazo [se as taxas de juros aumentarem, o valor dos títulos de 20 anos irão diminuir.]

Calculando o Valor Intrínseco

O Valor intrínseco e extremamente importante, mas também muito fosfórico. Nós gostamos de trabalhar com um negócio em que tenhamos grande capacidade de prever corretamente o seu futuro. Se você possui um gasoduto, não há muito que possa dar errado. Talvez algum concorrente possa entrar obrigando você a diminuir seus preços, Mas o valor intrínseco não terá diminuído se você já tiver computado isto. Nós andamos procurando um gasoduto recentemente e imaginamos que poderão existir outras formas de fornecimento de gás. [para as áreas que estas redes já fornecem]. Nós olhamos isto de uma forma completamente diferente do que se tivéssemos uma fornecedora de gás que já possuísse custos muitos baixos [e não sofrem, por conseqüência as ameaças de uma concorrente que possa efetuar o fornecimento de gás]. Se você calculou seu valor intrínseco de maneira correta, deverá ter embutido nele algumas hipóteses para preços em declínio.
Quando nós compramos um negócio, tentamos estudar e estimar qual será a quantidade de dinheiro que ele irá gerar no futuro e compara-la com o preço de compra. Nós temos que nos sentir muito bem, sobre as nossas projeções futuras para chegarmos a um preço de compra que faça sentido. Normalmente acabamos recebendo surpresas melhores do que aquelas que tínhamos planejado.
Eu nunca vi qualquer analista de investimento dizer que a projeção de lucros de uma companhia seja para baixo. Mas, muitos lucros de companhias vão para baixo. Nós cometemos estes erros com a “Dexter shoes” – ela estava ganhando $40 milhões antes dos impostos e estimei que isto iria continuar. Eu não poderia estar mais errado. 20% das companhias descritas na “Fortune 500” estarão lucrando significativamente menos em cinco anos, eu não sei precisar quais serão estas 20%. Se você possui uma estimativa razoável de quais são elas, então poderá tomar uma atitude.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Obama adestrado, mundo republicano para os muito ricos vence.

Senado dos EUA aprova aumento do teto da dívida para evitar calote.



A líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, chegou a dizer, antes da votação, que seus companheiros de partido estavam "muito preocupados com um projeto de lei que faz grandes cortes nos gastos e não envolve sequer um centavo das pessoas mais ricas do nosso país - nenhuma receita. É desconcertante". No entanto, votou a favor do pacote.

O que vem agora

Celso Ming
Quando afirmou que o acordo político obtido na tarde de domingo para elevar o teto da dívida do Tesouro não o agradou, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, demonstrou, também, que a sociedade americana está dividida.
É um erro culpar os radicais republicanos do Tea Party (cerca de 100 representantes no Congresso) pelo impasse e pelo problema mal resolvido. Também a esquerda do Partido Democrata (cerca de 70 representantes) ameaçou sabotar o acordo, por motivos opostos.
http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/2011/08/01/o-que-vem-agora-2/

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Crisis Sistémica Global: Segundo Semestre de 2011 – Contexto europeo y el catalizador EEUU - Explosión de la burbuja de las deudas públicas occidentales (Versión Completo)


- Fragmento de GEAB N°50 (17 de diciembre de 2010) -



Crisis Sistémica Global: Segundo Semestre de 2011 – Contexto europeo y el catalizador EEUU - Explosión de la burbuja de las deudas públicas occidentales (Versión Completo)
En diciembre 2010, GEAB publicó este análisis: 

El segundo semestre de 2011 será el momento en el que finalmente todos los operadores financieros del mundo comprenderán que Occidente no reembolsará una parte importante de los préstamos tomados durante las dos últimas décadas. Para el LEAP/E2020, esto ocurrirá hacia octubre de 2011, motivado por el hecho que un gran número de ciudades y estados de Estados Unidos entrarán en situaciones financieras irresolubles al terminar la financiación federal de sus déficit, mientras que Europa se enfrentará a una necesidad muy importante de refinanciación de sus deudas (1), esta situación explosiva se manifestará en toda su extensión. La amplificación mediática de la crisis europea en materia de deudas soberanas de los países periféricos de Eurolandia habrá creado el contexto propicio para tal explosión en el mercado estadounidense de los « Munis » (2); acaba de producirse un anticipo en noviembre de 2010 (como anticipara nuestro equipo desde junio del año pasado en el GEAB N°46 con un mini-crash que ha evaporado en pocos días todos las ganancias del año. Esta vez esta situación (incluido la quiebra del reasegurador mono-línea Ambac (3)) pudo pasar desapercibida (4) porque que el aparto mediático anglosajón (5) consiguió enfocar la atención mundial en un nuevo episodio de la telenovela de fantasía « El fin del Euro o la nueva versión monetaria de la gripe H1N1 » (6). Sin embargo la simultaneidad de la conmoción en Estados Unidos y Europa constituye una configuración muy inquietante y comparable según nuestro equipo a la conmoción « Bear Stearn » que precedió en ocho meses la quiebra de Lehman Brothers y el hundimiento de Wall Street en septiembre de 2008. ¡Pero los lectores del GEAB saben bien que las convulsiones importantes raramente aparecen con varios meses de anticipación en las primeras páginas de los medios de comunicación, aunque es costumbre que aparezcan las falsas alarmas (7)!

Evolución de las salidas netas de los SICAV (sociedad gestora de fondo de inversión) invertida en los « Munis « (2007-11/2010) (en millardos de USD) - Estas salidas han sido superiores a las de octubre de 2008 - Fuente: Nueva York Times, 11/2010
Evolución de las salidas netas de los SICAV (sociedad gestora de fondo de inversión) invertida en los « Munis « (2007-11/2010) (en millardos de USD) - Estas salidas han sido superiores a las de octubre de 2008 - Fuente: Nueva York Times, 11/2010
En este número 50 del GEAB, anticipamos la evolución de esta convulsión terminal de las deudas públicas occidentales (en particular las estadounidenses y europeas) así como los medios para prevenirlas. Por otro lado, analizamos las muy importantes consecuencias estructurales de las revelaciones de Wikileakssobre la influencia internacional de Estados Unidos así como su interacción con los efectos globales del Quantitative Easing II programado por la Reserva Federal. Este número de diciembre del GEAB es, habitual en este mes, la ocasión de evaluar la pertinencia de nuestras anticipaciones para el 2010, este año con una índice de éxito del 78%. También desarrollamos consejos estratégicos para Eurolandia (8) y Estados Unidos. Y publicamos el GEAB $ Index (índice del USD del GEAB) que permitirá en lo sucesivo seguir cada mes sintéticamente la evolución del Dólar US con relación a las principales divisas mundiales (9). 

La crisis del endeudamiento público occidental se acentúa muy rápidamente bajo la presión de cuatro limitantes cada vez más intensos: 

. la ausencia de recuperación económica en Estados Unidos que estrangula el conjunto de los organismos públicos (tanto estatales como federales (10)) que estaban acostumbrados durante estas últimas décadas al endeudamiento fácil y a importantes ingresos fiscales (11); 

. el acelerado debilitamiento estructural de Estados Unidos tanto en materia monetaria, financiera como diplomática (12) que reduce su capacidad para atraer el ahorro mundial (13); 

. El agotamiento mundial de las fuentes de financiación barata que precipita la crisis de sobreendeudamiento de los países periféricos europeos (de Eurolandia como es el caso de Grecia, Irlanda, Portugal España, y también del Reino Unido (14)) y comienza a afectar a los países clave (USA, Alemania, Japón) (15) en un contexto de una muy importante refinanciación de las deudas europeas en 2011; 

. la transformación de Eurolandia como nuevo « soberano » que progresivamente elabora nuevas reglas para la deuda pública del continente. 

Estas cuatro restricciones engendran fenómenos y diversas reacciones en las distintas regiones y países.

El contexto europeo: el método de la disciplina laxa será en parte pagado por los inversionistas

Del lado europeo, se asiste a una transformación laboriosa, pero finalmente increíblemente rápida, de la Eurozona en un tipo de entidad semi-estatal: Eurolandia. El aspecto laborioso del proceso no se basa sólo en la deficiente calidad del personal político implicado (16) sino en las repetitivas y extensas entrevistas a los « predecesores » como Helmut Schmidt, Valéry Giscard d' Estaing o Jacques Delors. Jamás han tenido que enfrentar una crisis histórica de esta amplitud, un poco de modestia les haría bien. 

El aspecto laborioso también se debe al hecho de que los cambios actuales en la Eurozona son de una magnitud política gigantesca (17) y efectuados sin ningún mandato político democrático: esta situación inmoviliza a los dirigentes europeos que gastan su tiempo en negar que están haciendo lo que hacen: construyendo un tipo de entidad política que estará dotada de componentes económicos, sociales y fiscales, … (18) Elegidos antes del estallido de la crisis, no saben que sus electores (y al mismo tiempo los agentes económicos y financieros), en su mayoría, se satisfarían con una explicación sobre el rumbo de las decisiones previstas (19). Porque la inmensa mayoría de las principales decisiones se ven venir, como lo analizamos en este número del GEAB. 

Por último, las acciones de estos mismos dirigentes son seccionadas y manipuladas por los principales medios de comunicación especializados en cuestiones económicas y financieras, ninguno de ellos perteneciente a la Eurozona sino, al contrario, están arraigados en la zona USD/GBP donde el fortalecimiento del Euro se considera una catástrofe. Estos mismos medios de comunicación contribuyen abiertamente a confundir aún más el proceso actual en Eurolandia (20). 

Sin embargo, podemos comprobar que esta influencia nefasta disminuye; entre la « crisis griega » y la « crisis irlandesa », se debilitó la volatilidad inducida en el valor del Euro. Para nuestro equipo, durante la primavera boreal de 2011 será un fenómeno despreciable. Sólo permanecerá, entonces, la cuestión de la calidad de los políticos de Eurolandia, quienes van a ser ampliamente renovados a partir de 2012 (21) y más importante, el significativo problema de la legitimidad democrática de los enormes progresos en materia de integración europea (22). Pero de cierta forma, de ahora a 2012/2013, Eurolandia habrá implementado los mecanismos que le habrán permitido resistir a la convulsión de la crisis, aunque se necesitará posteriormente legitimar su existencia (23).

Comparación de los rendimientos de las obligaciones de Estados a 10 años en  Eurolandia - Fuente: Thomson Reuters Datastream, 16/11/2010
Comparación de los rendimientos de las obligaciones de Estados a 10 años en Eurolandia - Fuente: Thomson Reuters Datastream, 16/11/2010
En este sentido, lo que contribuirá a acelerar la explosión de la burbuja de las deudas públicas occidentales, e intervendrá de manera concomitante con EEUU como catalizador, es la comprensión por parte de los operadores financieros de lo que se esconde detrás del debate sobre las « Eurobligations » (o E-Bonds) (24) de las que se comienza a hablar desde hace algunas semanas (25). A partir de fines de 2011 (a más tardar) el trasfondo de este debate comenzará a develarse en el marco de la organización de la sostenibilidad del Fondo Europeo de Estabilización Financiera (26). Entonces, lo que aparecerá bruscamente para la mayoría de los inversores que especulan actualmente con las tasas exorbitantes de las deudas griegas e irlandesas, etc…, es que la solidaridad de Eurolandia no se extenderá hasta ellos, particularmente cuando se presenten los casos de España, Italia o Bélgica, independientemente de lo que digan hoy los dirigentes europeos (27). 

Resumiendo, según el LEAP/E2020 se debe esperar una inmensa operación de intercambio de deudas soberanas (en un contexto de crisis global en materia de deudas públicas) en el que se verá ofrecer Eurobligations garantizadas por Eurolandia a tasas muy bajas contra títulos nacionales a tasas elevadas con una exoneración del 30 al 50% ya que, entre tanto, la situación del conjunto del mercado de las deudas públicas occidentales se habrá deteriorado. Los dirigentes de Eurolandia recientemente elegidos (28) (después de 2012) estarán democráticamente legitimados para realizar tal operación de la que los grandes bancos (incluso los europeos (29)) serán las primeras víctimas. Es muy probable que a algunos acreedores soberanos privilegiados como China, Rusia, los países productores de petróleo, se les ofrecerá un trato preferencial. No se pondrán reparos ya que la operación tendrá especialmente como consecuencia la de garantizar sus importantes activos en Euros.


El catalizador estadounidense: el inmovilismo decisional de EEUU asociados al rápido deterioro de todos los parámetros de la deuda pública del país han disparado la cuenta regresiva

En el caso de Estados Unidos, se tiene una situación prácticamente opuesta. Las élites y los dirigentes del país no hacen nada. Es decir que buscan soluciones indoloras de corto plazo (30), transfieren los compromisos al Congreso (31) para no disgustar a ningún grupo de presión de Washington (político, financiero o económico) para finalmente generar una sensación desastrosa en sus conciudadanos y en el resto del mundo. El Estado federal se prepara, sin embargo, para un año 2011 particularmente difícil: 

. El fin del estímulo dejará a dos tercios de los Estados en una crisis presupuestarias muy grave (muy claramente en estado de quiebra) y, de carambola, esto va a arrastrar centenas administraciones locales y regionales a las mismas dificultades ya que, desde hace casi de dos años, fue la « cascada » de financiaciones públicas de estímulo (cerca de 200 millardos de USD) lo que evitó una suspensión de pagos generalizada en el tejido de las administraciones locales (32). Esto no impidió sin embargo la proliferación de despidos de personal y el cierre de servicios públicos. No es necesario ser adivino para imaginar las consecuencias socioeconómicas que esto traerá durante la segunda mitad de 2011: mayor paro, quiebras de empresas dependientes de mercados públicos, mayor cierre de servicios públicos,… 

. Con 20 % de desocupación real en el país, las necesidades en asistencias sociales de toda naturaleza están en pleno crecimiento, al mismo tiempo que la crisis de las finanzas públicas reduce su oferta. Cuando por otra parte se reducen los ingresos fiscales en todos los niveles. La bonanza relativa del año pasado era debida a los efectos indirectos del estímulo federal. 

. Estos fenómenos van a hacer cada vez más difícil el reembolso de las administraciones locales estadounidenses de los préstamos contraídos (o, simplemente, del pago de sus intereses). Ya asistimos a debates a este respecto: ¿es mejor pagar los gastos financieros de los préstamos o pagar a los empleados de los servicios públicos? Si la austeridad europea estuvo en primera plana de los medios de comunicación de 2010, es la austeridad estadounidense la que ocupará ese espacio en 2011. 

. Las pensiones de los empleados de las administraciones locales ya no son sostenibles, no sólo debido a que estaban muy insuficientemente financiadas, sino que en muchas administraciones estos fondos han sido « tomados » de la caja para « llegar a fin de mes » (33).

El « Muro de la deuda estadounidense »  - Monto de las deudas por categoría de activos y fechas de vencimiento - Fuentes: Morgan Stanley / FIRE - 11/2010
El « Muro de la deuda estadounidense » - Monto de las deudas por categoría de activos y fechas de vencimiento - Fuentes: Morgan Stanley / FIRE - 11/2010
En EEUU la conjunción de la parálisis federal en la toma de decisiones y de la implosión del sistema de la deuda de las administraciones locales es lo que, según el LEAP/E2020, desempeñará el rol disparador de la explosión de las deudas públicas occidentales. La caída del mercado del « Munis » en noviembre nos ofreció un ensayo de este escenario ya que es el mercado de « Munis » el que probablemente estará en el núcleo del proceso explosivo del segundo semestre 2011 (34). En algunos días, el mercado se desecará. Los operadores se negarán a prestar (35), con la Reserva federal paralizada, arrinconada entre la muy negativa acogida internacional (36) de su QE II, el Congreso con los anti-Fed, Ron Paul a la cabeza, amenazan cada días su independencia y sus prerrogativas (37), la « caballería » (38) se hará esperar agravando el pánico y una suba rápida de los tipos de interés de las deudas de las administraciones locales. 

El contexto europeo de discusión de una importante exoneración de los títulos públicos de Eurolandia (39) creará las condiciones para explosión generalizada de la burbuja de las deudas públicas occidentales (40) y determinará la entrada a la fase final de la desaparición, iniciada en septiembre de 2008, de 30 billones de USD de activos fantasmas (41), cerca de 20 billones de USD (42) todavía andan rodando en los balances de las establecimientos financieros mundiales (43). Durante 2012, casi 10 billones de USD de deudas públicas definitivamente habrán desaparecido, contribuyendo a una limpieza dolorosa y brutal de los balances bancarios (44). 

Queda el último tercio, el de los activos inmobiliarios, por « normalizar » (45). A raíz de esta explosión de las deudas públicas occidentales, es probable que la « purga » de los activos inmobiliarios mundiales se produzca rápidamente. Pero nuestro equipo volverá de nuevo sobre este aspecto de la crisis en un próximo GEAB.

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Notas

(1) Más de 1.500 millardos € por año en 2011 y 2012, incluyendo por supuesto al Reino Unido. 

(2) Este mercado de los bonos municipales estadounidenses (los « Munis ») que sirve a financiar las infraestructuras locales de transporte, de salud, de educación, de saneamiento,… Tiene una magnitud de cerca de 2.800 millardos de USD. 

(3) Fuentes: Reuters, 08/11/2010; Informe Bursátil, 08/11/2010 

(4) En un artículo del 20/11/2010, SafeHaven abiertamente se asombra, por otra parte, de la « omerta » de los grandes medios de comunicación financieros al respecto. 

(5) Por ejemplo, ell Financial Times empezó nuevamente desde hace un mes a dedicar dos o tres artículos al día en de su sitio a la « supuesta crisis del Euro » así como manipula las informaciones, las declaraciones de los dirigentes alemanes, a fin de crear artificialmente una sensación de inquietud. Finalmente, ciertos medios de comunicación franceses comienzan a darse cuenta del formidable aparato de propaganda y agitación en que se ha convertido el Financial Times, como lo prueba este artículo reciente de Jean Quatremer del periódico Liberación. 

(6) En calidad de comparación, ningún inversor perdió dinero en los « episodios griegos e irlandeses » de la « crisis del Euro », mientras que son unas decenas de millares quienes han perdido sumas muy importantes en la caída de los Munis estadounidenses,… sin embargo los medios de comunicación hablan del primero y no del segundo. 

(7) Como ya analizamos en el GEAB precedente, el LEAP/E2020 recuerda que el discurso de la « crisis del Euro » es del mismo tipo que el de la epidemia de gripe H1N1 de hace un año: una vasta operación de manipulación de la opinión pública destinada a servir a dos objetivos, por una parte para desviar la atención de las opinión pública de problemas más graves (con H1N1, era la crisis misma y sus consecuencias socioeconómicas; con el Euro, es simplemente para desviar la atención de la situación en Estados Unidos y en el Reino Unido); por otra parte para servir a los fines de operadores muy interesados en crear esta situación de temor (para el H1N1 era los laboratorios farmacéuticos y otros prestatarios conexos; para el Euro, son los operadores financieros quienes ganan fortunas especulando con las deudas públicas de los respectivos países (Grecia, Irlanda). Pero totalmente como la crisis de la gripe H1N1 que acabó en mascarada con gobiernos enredados en existencias monstruosas de vacunas y de barbijos sin más valor, la supuesta crisis del Euro va a terminar con operadores que deberán convertir a precio vil sus bonos « tan rentable » mientras sus Dólares continuarán devaluándose. El verano de 2010 ya mostró el rumbo de los acontecimientos. Fuente: Bloomberg, 18/11/2010 

(8) Conforme a la metodología de la anticipación política, desde luego que nuestro equipo examinó durante varios años la posibilidad de que el Euro desaparezca o se hunda. Su conclusión es inapelable, porque identificamos sólo una configuración donde tal evolución sería posible: haría falta que por lo menos dos Estados importantes de la Eurozona fueran dirigidos por fuerzas políticas que desearan reanudar los conflictos intra-europeos. Esta opción tiene, según nuestro equipo, una probabilidad nula en las próximas dos décadas (nuestra lapso máximo de anticipación en materia política). consiguientemente salgamos de este escenario, aunque esto entristezca a ciertos nostálgicos del Deutsche Mark y del Franco, a ciertos economistas que creen que la realidad no tiene nada que ver con las teorías económicas y ciertos anglosajones que no pueden imaginar, sin dolor, a un continente europeo que traza su camino económico y financiero sin ellos. Incluso Mervyn King, gobernador del Banco de Inglaterra, cree en una integración acelerada de la Eurozona por efecto de la crisis, según Wikileaks que relata sus conversaciones con diplomáticos estadounidenses (fuente: Telegraph, 06/12/2010). Nuestro trabajo, en cuanto al Euro, se concentra pues sobre la anticipación del trayecto laborioso de adaptación de la Eurozona a su nueva posición como Eurolandia, en el contexto de la crisis sistémica global. De paso es útil de anotar que este desenfreno de críticas y análisis que prodigan por lo esencial los medios de comunicación estadounidenses y sobre todo británicos tiene una utilidad innegable para los responsables de Eurolandia: ilumina todos los baches del camino de la Eurozona, condición sine qua non para evitarlos. Es paradójico, pero es una ventaja de las que no gozan ni los dirigentes británicos, ni los estadounidenses salvo cuando leen al GEAB. 

(9) Y no con respecto divisas « a medida » como es el caso para el Dollar Index

(10) El New York Times puso on line un juego muy instructivo titulado « Usted soluciona el problema presupuestario » que le permite a cada internauta intentar restablecer el estado de las finanzas públicas federales en función de sus prioridades socioeconómicas y políticas. No vacile en colocarse en la piel de un responsable de Washington y comprobará que lo único que falta es la voluntad política para solucionar el problema. Fuente: New York Times, 11/2010 

(11) Fuentes: CNBC, 26/11/2010; Le Temps, 10/12/2010; USAToday, 30/11/2010;New York Times, 04/12/2010 

(12) Al financiar Estados Unidos su déficit con una enorme inyección diaria del ahorro mundial disponible, la credibilidad y la eficacia diplomática del país son pues dos parámetros esenciales para su supervivencia financiera. Las revelaciones recientes de Wikileaks son muy perjudiciales para la credibilidad del Departamento de Estado, mientras que el reciente completo fracaso de las nuevas negociaciones Israel-Palestina ilustra una ineficacia creciente de la diplomacia estadounidense, ya muy sensible durante el último G20 de Seúl. Ver un análisis más detallado en este GEAB N° 50. Fuentes: Spiegel, 08/12/2010; YahooNews, 07/12/2010; YahooNews, 08/12/2010. 

(13) También los responsables chinos estiman que la situación fiscal estadounidense es netamente peor que la de Eurolandia. Fuente: Reuters, 08/12/2010 

(14) Islandia, Irlanda, Reino Unido, Estados Unidos, es la secuencia infernal de la insolvencia soberana que había anticipado el LEAP/E2020 hace más de dos años. El desarrollo sigue su curso a una velocidad más lenta de la que habíamos previsto pero el año 2011 puede revelarse como el año de la « puesta al día ». El Reino Unido intenta escaparse a costa de una formidable amputación socioeconómica de la cual las violencias estudiantiles, incluso contra la familia real (fenómeno rarísimo), testimonian de la impopularidad actual. Pero la amplitud de su deuda, su aislamiento financiero y el salvamento por el estado de sus bombas bancarias, como lo ha hecho Irlanda, vuelven esta huida hacia adelante muy peligrosa social, económica y financieramente. En cuanto a Estados Unidos, sus dirigentes parecen hacer todo lo posible ( al « no hacer nada ») para asegurarse que el 2011 sea verdaderamente el año de la « Caída del Muro Dólar » como lo ha anticipado el LEAP/E2020 en Enero de 2006. 

(15) Así como lo subraya Liam Halligan en el Telegraph del 11/12/2010, esta evolución de las tasas no presagia nada bueno para la deuda estadounidense y traduce lo que el equipo del LEAP/2020 ya anticipó hace más de dos años: llegamos a la hora de la verdad donde el ahorro mundial disponible ya no basta para satisfacer las necesidades de Occidente y en particular la necesidad pantagruélica de Estados Unidos. 

(16) Elemento destacado desde hace más de cuatro años por el equipo del GEAB. 

(17) Fondo Europeo de Estabilización Financiera, reglamentación de los hedge funds, drástica limitación de las bonificaciones bancarias, reglamentación estricta de las agencias de calificación, vigilancia presupuestaria, próximo fortalecimiento del conjunto de la regulación financiera del primer mercado interior europeo, primera agencia de calificación de Eurolandia, … Fuentes:European Voice, 26/10/2010; Deutsche Welle, 05/11/2010; Reuters, 13/07/2010;ABBL, 08/12/2010; BaFin, 16/11/2010 

(18) Wolfgang Schauble, el ministro alemán de las Finanzas es por el momento el único político que se atreve claramente a mostrar las cartas. En su reciente entrevista por la revista popular Bild, indica que dentro de diez años los países de Eurolandia habrán realizado una verdadera integración política. Karl Lamers, su colega encargado de los asuntos europeos en el seno del CDU (Christlich Demokratische Union) identifica la crisis como una posibilidad para Europa y para Alemania, al igual que la muy rara voz estadounidense, Rex Nutting en Wall Street Journal del 08/12/2010. Del lado tecnocrático, el presidente del BCE, el Jean-Claude Trichet, apela a una « federación presupuestaria » de Eurolandia. Fuentes: EUObserver, 13/12/2010; DeutschlandFunk, 09/12/2010; EUObserver, 01/12/2010 

(19) Desde hace más de una década, las opiniones públicas de los países de Eurolandia son mucho más « integracionistas » que sus élites. El rechazo del proyecto de Constitución Europea en 2005 en Francia y en Países Bajos no habría sido posible sin la participación de una parte de los « pro europeos » en la votación del « No ». Rechazaban así lo que estimaban ser un proyecto demasiado tímido en materia política, democrática y social. 

(20) ¡Los dirigentes europeos son un poco como la tortuga de la fábula de Jean de La Fontaine « La liebre y la tortuga » pero comentada por las liebres! 

(21) A propósito de eso, estos futuros dirigentes políticos de Eurolandia harían bien en entrenarse para aprender lo más de prisa posible a administrar Eurolandia gracias a dos juegos interactivos, Economia e Inflation Island, que el Banco central europeo acaba de poner en disposición del público. 

(22) Así como lo repite el LEAP/E2020 dese hace casi dos años, la austeridad europea es políticamente viable sólo si se acompaña de una innegable equidad fiscal y social y de la implementación de grandes proyectos democráticos y sociales a escala de Eurolandia. Es ahí donde se encuentra a mediano plazo y largo la verdadera debilidad de Eurolandia; no en las deudas soberanas de los países periféricos. A guisa de ilustración de este aspecto, es útil mirar la muy interesante serie de vídeo reportajes que el New York Times realizó en el curso del verano de 2010: « The Austerity Zone: Life in the New Europe ». 

(23) En vista la evidente dificultad de las élites estadounidenses de comprender los procesos actuales en Europa, el LEAP/E2020 desea contribuir al debate que actualmente hace furor en los campus universitarios estadounidenses donde la austeridad presupuestaria entraña cortes en las enseñanzas lingüísticas. Como siempre, detrás de las justificaciones presupuestarias, se pueden identificar varias « agendas ocultas » así como una falta de compresión de lo que está ocurriendo en el resto mundo con los idiomas. Un ejemplo perfecto de esas tendencias parece ser Richard N. Haas, ex funcionario clave del Departamento de Estado de EE.UU. en la administración de GW Bush, y ahora el presidente del influyente Council of Foreign Relations, que aboga firmemente por eliminar el idioma francés, alemán y ruso de los campus de EE.UU. Con tales asesores « iluminados e imparciales »"(calificados como « deficitarios intelectualmente » para entender el mundo del siglo XXI en los seminarios GlobalEurope de La Haya y Washington en 2004/2005), los estudiantes de EE.UU. están condenados a ser cada vez menos capaces de comprender el mundo de mañana. Por lo tanto, el LEAP/E2020 estima oportuno hacer circular nuevamente su anticipo de 2007 titulado ' Which languages will the Europeans speak in 2025? '. 

(24) Serán obligaciones que serán tomadas en préstamo por el conjunto de los países de Eurolandia y por otros estados miembros de la UE que deseen participar como lo hicieron en mayo de 2010 otros países, salvo el Reino Unido, con el Fondo Europeo de Estabilización Financiera. 

(25) A pesar de los desmentidos oficiales franceses y alemanes estas Euro-obligaciones están en el temario de todas las discusiones informales de los dirigentes del Eurolandia. Fuente: Euroinvestor, 10/12/2010 

(26) Es probable, por otra parte, que la llegada al poder de la renovación política prevista en Francia para la primavera boreal de 2012, y quizás también en esta fecha en Alemania, harán de estos asuntos los verdaderos temas de campaña desde el fin del verano 2011. 

(27) Liam Halligan, decididamente uno de los mejores observadores británicos de la crisis global, tiene absolutamente razón en subrayar en el Telegraph del 27/11/2010 que Ángela Merkel (y muchos otros responsables de Eurolandia) tiene la intención bien de hacer pagar a los inversores una parte significativa de sus apuestas irlandesas, griegas, … Pero esto se hará de manera organizada, según una estrategia eficaz y dura como los Estados fuertes acostumbran; no en el pánico resultante de una mini crisis. 

(28) Repetimos que, según nuestras anticipaciones, serán probablemente los dirigentes políticos más independientes de los grupos de presión bancarios desde los noventas. 

(29) Será también un medio organizado de reducir con « manu militari »" el balance deteriorado de los grandes bancos europeos. 

(30) El presidente de la FED, Ben Bernanke, es en quién recae la tarea destinada: a imprimir Dólares para comprar Bono del tesoro estadounidense ya nadie quiere como lo mostró la reciente abrupta suba de los tipos de interés de la deuda estadounidense, mucho más significativa para los próximos problemas mundiales que la especulación sobre los tipos de interés de las minideudas griegas e irlandesas. 

(31) El ejemplo de la ley de reglamentación de las instituciones financieras es sorprendente a este respecto. Con 1.408 páginas de texto (fuente: US Senate Committee on Banking, es seguro que todos los grupos de presión relacionados pudieron insertar allí el artículo que les convenía. De todo modo, como lo sabe muy bien un pueblo que tuvo la inteligencia de hacer una constitución de ocho páginas, una ley de más de 1.000 páginas es totalmente inaplicable: « ¡Too big to read! ». Pero podemos también apuntar, el más reciente compromiso sobre las reducciones de impuestos legadas por G.W. Bush. Por falta de una mayoría decisiva, el presidente Obama aceptó ampliar las reducciones de impuestos a todas las categorías incluso a los hogares más ricos. En un momento en el que los déficit se vuelven insostenibles, como lo confirman las comisiones ad hoc creadas por Barack Obama mismo, los dirigentes estadounidenses se niegan a aumentar los impuestos, ni siquiera a los multimillonarios, aunque muchos de ellos lo piden. La presente parálisis de Washington ahora toma una dimensión trágica, ya que tiene lugar cerca de una brecha se está ampliando cada día un poco más. Por ejemplo, la reducción de las bases impositivas añadirá más de 850 millardos de USD a la deuda federal. Fuente: Bloomberg, 10/12/2010. 

(32) En el estado federal se es convertido la primer fuente de ingresos de los Estados desde dos años. 

(33) Son numerosas las grandes empresas estadounidenses que están en el mismo caso. Fuentes: GlobalEconomicAnalysisBlogspot, 29/11/2010; Denver Post, 27/11/2010 

(34) Es necesario recordar que detrás de los « Munis » se encuentra a partir de ahora los bonos federales « Buy America Bonds » (« Babs ») que sirven de apoyo a las finanzas de las administraciones locales desde hace dos años. Sin embargo, el futuro de estos "Babs" está sujeta a los caprichos del Congreso, particularmente de los Republicanos que les son hostiles. Pero, sin estos bonos federales, el mercado de los Munis está condenado ar hundirse abruptamente. Fuentes: Seeking Alpha, 25/11/2010; ContraryInvesting, 24/11/2010 

(35) The Economist del 25/11/2010 establece un paralelo con mercado de las « subprimes ». Además, al mismo tiempo que este mercado claramente está a punto de hundirse completamente, los grandes establecimientos financieros estadounidenses continúan colocando masivamente estos títulos en el gran público (incluido en el extranjero desde luego). Como lo cual, el paralelo con las « subprimes » resulta muy pertinente. Fuentes: MarketOracle, 06/12/2010;Bloomberg, 08/12/2010 

(36) Muy criticado en el país como fue analizado ya en el GEAB N°49 y como lo prueba el sondeo de Bloomberg publicado el 09/12/2010 que indica que una mayoría de estadounidenses estima que la FED debería ser puesta bajo control político o eliminada. 

(37) Ron Paul acaba de ser elegido para dirigir la subcomisión de la Cámara de Representantes (diputados) que se ocupa de la Reserva Federal. Su objetivo: auditar a la FED, la peor pesadilla de Ben Bernanke según numerosas medios de comunicación estadounidenses. Fuente: Examiner, 09/12/2010 

(38) En los dos sentidos del término, incluido la técnica de estafa en francés llamada cavalerie (caballería). 

(39) Lo que especialmente empujará al Reino Unido, que garantiza sus bancos, a la situación de Irlanda. 

(40) Se acerca así del comienzo del escenario « trágico » de la década 2010-2020 descripto en el libro de Franck Biancheri « Crisis mundial: encaminados hacia el mundo de mañana ». 

(41) Ver GEAB N°32, 15/02/2009 

(42) Su valor sube desde un año debido a la gran inyección liquidez que han recreado provisionalmente las burbujas. 

(43) No es Thomas Hoenig, el presidente actual de la Reserva federal de Kansas City, que se quejará por eso ya que acaba de publicar un vibrante alegato para reducir drásticamente el tamaño de los grandes establecimientos financieros estadounidenses. Si la derrota de FED en su versión actual se confirma en 2011 como lo anticipamos, se perfila como un candidato a la sucesión de Ben Bernanke que podría revelarse más rápida que lo que prevé ley. Fuente: New York Times, 01/12/2010 

(44) Las obligaciones senior de los bancos son en adelante el colimador. Fuente: EasyBourse, 26/11/2010 

(45) Según la empresa Zillow, en 2010, los bienes inmuebles estadounidenses habrán perdido 1.700 millardos de USD en valor (« solamente » contra 1.000 millardos de USD en 2009). A ese ritmo, el FED debería triplicar a su Quantitative Esing II para simplemente evitar la espiral recesionista. Fuente: Zillow, 09/12/2010

Mercredi 27 Juillet 2011